A poesia morreu
Junto com seus lábios rachados e frios
Martírios e imóveis que o tempo a de transformar em pó
Mas antes devorados por carniceiros imundos como a ti não
era
Sobre o tumulo um corpo imóvel com um silencio quase
gritante
Gritos como meu de desespero quando a vi partir
Sem me deixar um único verso, um único refrão
Que egoísmo, não? O seu é claro, ou do universo
Que ele levou minha poesia
Onde antes era luz sobrou o escuro
Preenchido por um vazio do tamanho da afeição que por ti eu
tinha
E esse receptáculo que guardava uma vida tão bela
Hoje frívolo, seco e
esmarrido logo estará mefítico
Exatamente como me sinto agora, pois você era a minha
poesia.
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